domingo, 12 de abril de 2015

Acordando Para A Felicidade

Acordando Para A Felicidade

Cada manhã ao teu lado
Me encontro mais comigo mesmo
Pois saboreio a paz 
E uma felicidade contigo
Entre as nossas maluquices
E risadas despretensiosas
Me fazendo concretizar
Uma utopia tão sonhada,
Quase de modo infantil,
De que o amor existe
E pode vencer a tudo
Provando essa teoria toda
No teu olhar a espelhar 
Essa nossa verdade!

Luís Roder )

Poeira Estelar

Poeira Estelar

Um pouquinho antes,
Talvez alguns milhares de anos,
Da nossa galáxia se chocar
Maravilhosamente com a de Andrômeda
Numa dança de destruição
E consequente recriação
De tudo que nos rodeia...

Teremos saboreado a própria e inevitável 
Extinção da nossa frágil criação:
Esse Universo complexo e distante
A orbitar egocentricamente em volta 
Dos nossos grandiloquentes e dramáticos umbigos
Rumando sempre para onde
O nosso nariz empinado e arrogante,
De raça a acreditar ser dominante
E risivelmente pensante,
Achou ter ido, visto ou vencido

Para deixar, um dia , de ter existido
Sem ter deixado nenhum vestígio
A não ser a nossa bela poeira estelar...

Nossa matéria e prova 
De que nem tudo é
Como realmente pensamos ser
E o fim pode ser sempre
Um recomeço...
Mesmo não estando mais aqui!

Luís Roder )

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Amor Inoxidável

Amor Inoxidável

Todos os mais doces 
E inebriantes perfumes do mundo
Exalam em harmonia de ti
E me hipnotizam na confluência
Entre a tua inteligência e beleza
Onde a infinita poção 
Do teu efervescente caldeirão
Me embriaga e vicia
E nunca me basto de ti
Com o nosso inoxidável amor
A se renovar a cada dia
Cada vez mais forte
Desafiando todas as leis
Do tempo espaço
Porque entre nós 
A única lei que vale
É a de fazermos um ao outro
Infinitamente feliz...

Luís Roder )

Força Motriz

Força Motriz

Enquanto há aqueles 
Impulsionados a enfrentar 
Os obstáculos inevitáveis
Em que as condições criadas
Pelas outras criaturas 
Chamadas semelhantes

Muitas vezes paralisadas
Pelo mesmo motivo
Do qual resolvemos pular
Sem sequer olhar 
Para o que há além
Daquele alto parapeito
Cheio de promessas
E de riscos também

É que entendemos a diferença
De como nós decidimos
Se o medo será força motriz
Ou apenas freio

Nesse movimento incessante da vida
E essa sabemos que independente
Da nossa inevitável escolha
Sempre segue em frente
Ou nos acompanhando
Ou nos atropelando.

Luís Roder )

Um Milagre de Cada Vez

Um Milagre de Cada Vez

A cada dia ao acordarmos
Nem percebemos o milagre
Que acabou de acontecer
Pelo nosso complexo sistema,
Com uma falha aqui e ali,
Ter continuado a funcionar
Contra a imaginação da nossa percepção
De segundos e minutos 
A gerarem horas e o tal dia
Do tal milagre a nossa frente.

E a sua magia reside
Em uma nova chance
De podermos fazer tudo diferente
Daquele monte de horas,
Minutos e segundos
Carregados e armazenados
Na nossa suscetível mente
Na busca de uma ascensão
Cujo esplendor e glória
Poderá ser de todos
Menos de nós.

Luís Roder )

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Punição

Punição

Como animais que somos,
Apenas ditos pensantes,
Precisamos entender algumas coisas
Pelo processo inverso
Em que a dor
Ensina mais que o amor
E a punição se faz necessária
Para gravarmos a ferro quente
Uma lembrança desconfortável
Cujo entendimento do óbvio
Seja construído arduamente
Entre lágrimas e cicatrizes
E, um dia no futuro,
Nos lembremos então
Com um certo orgulho mórbido
O quanto precisamos ser fortes
Para aprendermos algo
Cuja a clara mensagem,
Desde o princípio, 
Já sabíamos.

Luís Roder )

Entre A Dor & A Alegria

Entre A Dor & A Alegria

Lados diametralmente opostos
De uma mesma moeda
Onde a ausência de um
Anuncia o outro

E só podemos entendê-los
Na sua total amplitude
Provando de modo agridoce
A ambos.

Luís Roder )

Entre o Prazer & a Felicidade

Entre o Prazer & a Felicidade

Muitas vezes confundimos erroneamente,
Esses gêmeos de olhos diferentes,
Um com o outro.

O Prazer representa apenas um momento
E a Felicidade a percepção dele,
Porém a busca do primeiro,

Feita sem parâmetros ou senso,
Pode inevitavelmente levar
Ao desencontro do segundo.

Luís Roder )

Simples Assim...

Simples Assim...

Peguei as chaves do carro
Para buscá-la no trabalho
E percebi que farei isso
Para todo o sempre...

Então fui invadido pela felicidade
Com a simplicidade da possibilidade
De concretizar um sonho
Sem grandes dramas e epopeias.

Onde ir ao seu encontro
É a minha grande busca
E estar ao seu lado
O meu maior prêmio!

Luís Roder )

Entre A Insatisfação & A Acomodação

Entre A Insatisfação & A Acomodação

E nesse processo contínuo 
E desgastantemente incessante
De se acomodar 
Depois de tanto lutar
Contra aquilo que nos insatisfaz
Só poderá acabar no dia
Em que os nossos cansados olhos
Desistirem de se indignar
E o alquebrado corpo
A carregar a nossa mente
Sempre tão insatisfeita
Desistir de continuar 
Sempre em frente
Curioso por saber
O que há 
Além do horizonte...

Luís Roder )

sábado, 28 de março de 2015

Na Corda Bamba

Na Corda Bamba

Caminhando cuidadosamente
Na frágil corda bamba
A oscilar perigosamente
Ante o olhar daqueles
A quem ingenuamente
Tentamos tolamente agradar
Com as nossas infinitas escolhas...

Em que o lado da vara
Usado para nos equilibrar
Entre a razão e a emoção
Nos conduzirá sempre a um conflito
Moralmente insolúvel.

Justamente por um levar
À renúncia do outro...
E esses tais seres,
Ditos falsamente humanos,
Nunca estarem satisfeitos 
Com nada e ninguém,
Principalmente consigo mesmo.

Luís Roder )

Paralisado

Paralisado

Me encontro paralisado
Ante a inércia de um movimento contínuo
Que só leva em conta 
Lutas pessoais e individuais
De um coletivo feito de indivíduos
Que não se entende 
E ruma em direções opostas
Apontadas pelos próprios umbigos
E anseios de um sonho
Cuja a imagem utópica
Muda de cenário e figurino
No palco mental de cada sonhador.

E juntos e desamparados
Seguimos caminhando e cantando
Cada um a sua própria canção
Onde todos iguais exigimos
De braços dados e fortes
As mesmas coisas sempre
De acordo com a necessidade
E vontade de cada um!

Luís Roder )

Entre Uma Brincadeira & Uma Ofensa

Entre Uma Brincadeira & Uma Ofensa

Ah que dilema discernir
Entre uma inocente brincadeira
E uma intencional ofensa
Travestidas com um sorriso
Carregado de um nervosismo
A esconder inutilmente 
O que pode estar escancarado.

E termos que lidar 
Com uma incômoda realidade
Trazida num susto de súbito
Desarmados pela surpresa
De tentarmos sorrir sem denunciar
O quanto pode machucar
Um simples comentário
Cheio de sarcasmo e verdade!

Luís Roder )

Apenas Mais Um Dia...

Apenas Mais Um Dia...

Hoje é mais um dia entre tantos...
Mais um a se encadear entre outros
Marcado em um calendário
Cuja existência é uma ilusão...

E em outro dia no futuro,
Tomara que bem distante,
Que nunca existirá de verdade,
Por não ter ninguém por aqui
Para afirmar e recriar o seu conceito
Onde nenhuma lembrança resistirá
A esse tempo irreal.

Apenas para nós dois
No meio de toda essa ilusão
Ao selarmos essa data especial
Com um longo e apaixonado beijo
A se encadear com tantos outros,
Seguidos de nuvens e abraços enrolados,
Sorrisos e rimas sem rimar,
E um amor cuja a eternidade
Nem mesmo o Tempo poderá superar!...

Luís Roder )

Antes do Fim

Antes do Fim

Antes que a última estrela
Entre em colapso
E o Universo dê o seu suspiro final.
Os seres humanos continuarão
Na sua solitária angústia coletiva
Se escondendo atrás dos seus medos
Agredindo a tudo e a todos
Machucando uns aos outros
No seu egoísmo destrutivo
De não deixar nada para ninguém
Dando vida,valor e imenso poder
A seres divinamente imaginários
E desprezando seus semelhantes
Na dolorosa luta de ser infeliz
Morrendo sempre sozinho
Mesmo entre tantos
De uma mesma espécie.

Luís Roder )

terça-feira, 17 de março de 2015

Entre o Sonho e a Ação

Entre o Sonho e a Ação

De mãos dadas 
Num consonante movimento
Em busca do seu tênue equilíbrio
É como deveriam estar
O sonho e a ação,

Sendo o primeiro 
O combustível fundamental
Para que o segundo
Não se torne apenas força inócua
A rumar a esmo em uma viagem
Para lugar nenhum...

Ou o seu mais que temível oposto:
Saber aonde se quer ir,
Mas em confortável e temerosa inércia
Nunca ter a coragem
De dar o primeiro passo!

Luís Roder )

O Sistema Único de Saúde

O Sistema Único de Saúde

O sistema de saúde no seu modo único
De não atender a anormal demanda moderna
A confluir como gado às suas portas
Em angustiante busca de conforto
Aos corpos maltratados pela vida
Cuja a experança de um alívio
Mesmo que passageiro
Se despedaça ante a frieza
De uma instituição endurecida
Pela sua insensível doença crônica
Onde pessoas viraram números em estatísticas 
E a sua dormente letargia
É medicada com descaso e indiferença
Por inconscientemente saberem
Que não valem nada
E nada fazerem em relação a isso.

Luís Roder )

É preciso Mudar

É preciso Mudar

É preciso mudar,
Às vezes...
É preciso tomar novos ares
Emergir da estagnação
Olhar as coisas as nos rodear
Com novos olhos cheios de esperança
Mesmo que eles já estejam cansados
Dessa intermitente jornada
Onde tudo parece o mesmo
Mas sempre pode ser encarada
De um novo ângulo
Até então impensável
Muitas vezes pelo conforto
De uma situação tão habitual
Em que não percebemos
Que não nos importamos mais
Até ser tarde demais.

Luís Roder )

Doce Ilusão de Ótica

Doce Ilusão de Ótica

Poder fazer o que quiser
Na hora que desejar!
Ah essa linda ilusão da liberdade!...
Se ela não viesse embrulhada
Em um monte de outros grilhões
E compromissos para desfrutá-la
A tornando tão sedutora
Onde só vemos o queijo
E nunca a ratoeira.

Luís Roder )

Incompreensão

Incompreensão

Não adianta nada a felicidade
Estar ali ao seu lado
Se você optar,
Intencionalmente,
Em olhar apenas 
Para o lado oposto.

Luís Roder )

Entre O Drama & A Comédia

Entre O Drama & A Comédia

Como as coisas são
Aquilo o que desejamos
Que elas sejam.

Devemos também optar 
Entre o modo como elas se desenrolarão:
Ou a desgastante arte do drama...
Ou a deliciosa comodidade da comédia!

Lembrando-se sempre
Que aconteça o que acontecer
Não agradaremos a todos
E talvez a ninguém
Inclusive a si mesmo!

Luís Roder )

domingo, 1 de março de 2015

Entre Anjos e & Demônios

Entre Anjos e & Demônios

A bondade falsamente altruísta dos anjos
E a maldade deliciosamente admirada dos demônios
Espelham apenas os anseios sublimados
De uma humanidade que evoluiu
Para poder arrumar boas desculpas
A justificar as suas escolhas
Se eximindo de uma culpa
Que nunca teria existido
Se não fosse essa maldita consciência
De que nunca estamos sozinhos
Pois tudo o que vemos e vivemos
Só pode existir se outro ser pensante
Validar isso tudo com a sua aprovação ou reprova
E assim podermos saborear
O verdadeiro Céu ou Inferno
Que existe apenas dentro nós.

Luís Roder )

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Redimensionando As Lembranças

Redimensionando As Lembranças

E às vezes damos de cara com o passado
Na forma de alguém em que nele ocupou
Um espaço desproporcional em nossa cabeça
E em surpresa percebemos
Que talvez ele não tenha sido
Tudo aquilo construído pela nossa suscetível mente.

E onde pensávamos ser ponto de exclamação,
Eram apenas reticências...
E o assustador ponto de interrogação,
Que por tanto tempo nos atormentou,
Era apenas um ponto final
De uma bela história 
Que não precisa ser esquecida.
Somente valorizada de acordo
Com a sua real dimensão.

Luís Roder )

Finalmente Em Casa

Finalmente Em Casa

Achamos um lugar,
Subindo e descendo escadas,
Onde as nossas histórias
Contadas pelos nossos pertences,

Agora em comunhão total,

Possam criar um forte
Para que as nossas consonantes almas
Continuem o intermitente processo
Do entendimento dos nossos corpos,

Agora sem hora para voltar,

Em que finalmente eles estejam juntos
No mesmo espaço físico
Dividindo a aventura da vida 
Porque seria impossível separá-los...

Agora que somos marido e mulher.

Luís Roder )

A Casa Dorme Feliz

A Casa Dorme Feliz

Os felinos dormem espalhados
Sejam eles de origem humana
Ou, inocentemente ,animal.
Cada um no seu canto favorito
O apartamento ouve apenas
Profundos suspiros dos sonhos
E a tarde abraça calmamente
O crepúsculo com suas promessas
De uma noite de surpresas
Na segurança das mesmas coisas de sempre
Em que a eternidade
Cabe apenas no agora
Na bela simplicidade 
Do que não demanda
Explicação nenhuma
De ser o que é!

Luís Roder )

Desperdício



Desperdício

Com tanto tempo e espaço no Universo...
Ainda me deparo com aqueles
Cheios de ceticismo a afirmar
Ser a vida exclusividade daqui da Terra
E que há um grande plano
Destinado a se desenrolar pateticamente
Aqui para um grupo limitado
De seres tão evoluídos
Que puseram fogo na própria casa
Depois de fecharem as portas da percepção
Para poderem vislumbrar uma tênue luz
Em meio às trevas da própria ignorância.

Luís Roder )

Apropriação

Apropriação

E depois de tanto caçar e procriar
Com uma boa reserva de alimento e pessoal
Foi que aquele ser insignificante
Se deu conta num determinado
momento
Que estava sozinho no comando de tudo
E por conta própria carregou pedras
Fez templos e criou deidades
Para aplacar aquela inexplicável angústia
E deixar a culpa nas costas da imaginação.

Mesmo gritando por alguém
Em uma caverna escura
Ouvindo o eco da própria voz
E tolamente fazendo de tudo 
Para acreditar ter alguém lá 
Como Narciso um dia encontrou,
Se encantou e sacrificou 
Para seu indiferente Deus.

Luís Roder )

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Pistas

Pistas

E continuamos todos em busca
De uma felicidade tão prometida
Desde que nascemos
E por ela marchamos por todos os lugares
Mas como cada um tem o seu próprio ideal
As pistas se confundem e os rumos tomados
Podem não ser os desejados
E muitas vezes nos frustramos
Por procuramos algo onde não há nada.
E eu sem me surpreender
Descobri que a minha tinha acabado
Ao ouvir a sua respiração plácida
Sonhando com cara de feliz
Deitada aqui ao meu lado.

Luís Roder )

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Procuração

Procuração

O sangue vem sendo derramado
Faz tanto tempo...
Que nem se sabe ao certo
O verdadeiro motivo de tanto ódio...
Alguns afirmam em fé cega
Ser por amor incondicional
Ao seu único e verdadeiro Deus,
Enquanto Ele nega qualquer envolvimento
Nessa frágil trama de afirmações
Em nome de quem nem se pode defender
De tantas mentiras professadas
Em Seu sagrado nome!

Luís Roder )

O Peso da Felicidade

O Peso da Felicidade

E sempre a felicidade se encontra
Presa a um precipício
Onde todo o seu oposto
De braços abertos
Aguarda a sua gloriosa queda,
Onde aqueles insaciáveis 
Por não poderem permitir
Que a paz e a alegria,
Mesmo momentâneas,
Tragam uma leve brisa
Às suas densas escolhas
E tentem nos segurar com eles
Em seus sombrios domínios
De um tormento masoquista.
Sem nunca perceberem
Que a vida já é dura o suficiente
Para podermos desfrutar sem temor
Da verdadeira leveza de ser feliz.

Luís Roder )